Legalidad y activismo judicial en el Supremo Tribunal Federal: Tema 987 y la reconfiguración de la responsabilidad de las plataformas digitales
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17914752Palabras clave:
Legalidade;, Ativismo judicial, Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Civil da InternetResumen
El artículo analiza la reconfiguración del principio de legalidad y el auge del activismo judicial en el constitucionalismo brasileño contemporáneo, a partir del juicio del Tema 987 de Repercusión General, en el que el Supremo Tribunal Federal declaró la inconstitucionalidad parcial y progresiva del artículo 19 del Marco Civil de Internet (Marco Civil da Internet). Examina cómo el Tribunal, al invocar la noción de “obsolescencia normativa”, legitimó la sustitución del legislador por el intérprete constitucional en la formulación de nuevas reglas sobre la responsabilidad de las plataformas digitales. El fenómeno se contrasta con el poder normativo de la Justicia Electoral, especialmente a través de la Resolución TSE n.º 23.732/2024, que anticipó la flexibilización del régimen de retirada de contenidos y amplió la responsabilidad de las plataformas. El estudio sostiene que el ordenamiento jurídico brasileño está transitando de una legalidad formal, basada en la reserva legal y la separación de poderes, a una legalidad funcional, orientada a la realización de los fines constitucionales y a la protección de la integridad democrática. Concluye que, aunque esta transformación responde a la aceleración tecnológica, tensiona la legitimidad representativa y desplaza el centro de la creación normativa hacia la esfera judicial, debilitando así el equilibrio del Estado democrático de derecho.
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